Blindadoras brasileiras exportam para o Iraque

O desenvolvimento tecnológico de algumas blindadoras brasileiras atraiu a atenção de empresas que operam no Iraque e desejam garantir a integridade de seus funcionários. Com esta nova demanda, o crescimento de 5%, estimativa feita pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) no início do ano, pode ser superado. No ano passado, o setor amargou uma queda de faturamento de 24,5% em relação ao ano anterior. “Esta é uma nova demanda e ainda é cedo para fazermos estimativas. Mas, se levarmos em conta a gravidade da situação no Iraque, podemos esperar um grande aumento na produção de algumas blindadoras” afirma Franco Giaffone, presidente da Abrablin. O Brasil se transformou em grande fabricante de carros blindados na segunda metade dos anos 90. As vendas dispararam de 388 carros por ano em 1995 para 4.681 em 2001. “Hoje, o país é referência mundial em blindagem”, diz Giaffone. A grande maioria das blindagens realizadas no Brasil é do nível III-A (resistente até à pistola Magnum .44), o mais alto permitido pelo Exército, sem que seja necessária autorização especial. Esta faixa também é denominada blindagem para violência urbana. A partir do nível III as blindagens resistem a disparos de fuzil (veja tabela de resistência balística abaixo) e são chamadas de blindagens para atentados. “Salvo raras exceções, as abordagens no Brasil são realizadas para assaltos e necessitam de armas menores. No Iraque o cotidiano é muito diferente. Cada abordagem é um atentado”, diz o presidente da Abrablin.